A valorização do algodão contrasta com os desafios da inflação e alta nos custos de produção.

O conflito no Oriente Médio está pressionando os preços do algodão, o que, por sua vez, impacta negativamente os custos de produção e pode levar a uma diminuição na demanda por produtos à base de algodão, conforme avaliação de Marcelo Duarte, que ocupa o cargo de diretor de Relações Internacionais da Abrapa.
As cotações elevadas do algodão, impulsionadas pelos custos crescentes do petróleo, têm gerado um aumento no uso de fibras sintéticas na indústria têxtil, criando uma competição acirrada com a pluma natural.
"A alta dos fertilizantes e combustíveis tem elevado os custos de produção, o que tende a gerar pressão sobre os preços em uma reação sistemática. O mercado do algodão observa o aumento do poliéster em meio a incertezas sobre a oferta global da pluma.
✨ Pressão inflacionária pode reduzir a capacidade de compra do consumidor.
O Brasil, desde 2024, passou a ser o maior exportador mundial de algodão, promovendo um deslocamento estratégico no comércio da commodity.
Duarte destaca que, apesar da recente valorização do algodão, a situação do mercado se torna preocupante devido à possível queda na demanda global. O aumento dos preços da pluma ocorre em um ambiente de custos operacionais crescentes.
A escalada de custos com transporte e logística gera incertezas em relação ao abastecimento global de commodities, afetando potencialmente as margens de faturamento e podendo resultar em desabastecimento industrial.
Os especialistas do setor enfatizam que a capacidade do Brasil de fornecer previsibilidade e conformidade socioambiental se tornou crucial para manter a rentabilidade dos produtores e a preferência das indústrias têxteis, especialmente na Ásia.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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