Diretor da Abiove alerta sobre os impactos da nova legislação

Empresas de soja brasileiras têm se empenhado para se adaptar à nova lei antidesmatamento da União Europeia, que será implementada no final do ano. No entanto, a exigência de segregação do farelo de soja representa um aumento significativo nos custos e, consequentemente, no preço do produto.
Daniel Furlan, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), expressou essa preocupação em um evento realizado em São Paulo. Ele destacou que a Europa, um dos grandes compradores de farelo de soja brasileiro, deverá enfrentar um aumento nos custos de alimentos e biocombustíveis devido a essas novas normas.
✨ A lei da UE pode tornar alimentos e biocombustíveis mais caros.
Furlan argumentou que essa exigência vai de encontro à eficiência logística já existente na cadeia de fornecimento, que já possui a documentação necessária para atender às questões ambientais. Ele afirmou que a implementação dessas novas regras criará um processo desnecessariamente complexo.
"Não faz sentido ver o continente europeu encarecendo alimentos e biocombustíveis quando depende de importações
A nova legislação da União Europeia é parte de um esforço maior para combater o desmatamento global e requer que produtos como a soja sejam demonstrados como livres de desmatamento em sua cadeia de produção.
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