Expectativas de compras chinesas e pressão da colheita dos EUA influenciam os preços.

O mercado da soja continua apresentando um viés positivo, embora esteja limitado pela necessidade de confirmação das compras chinesas e pela pressão causada pela colheita nos Estados Unidos.
Conforme análise da TF Agroeconômica, a sustentação dos preços em Chicago se baseia na expectativa de retomada das aquisições pela China, nas exportações dos Estados Unidos superiores ao ano anterior e na continuidade das negociações comerciais entre as nações.
Recentemente, o USDA confirmou a venda de 120 mil toneladas de soja dos EUA para a China, referente à safra 2026/27, mas esse volume é considerado pequeno se comparado às expectativas do mercado. As vendas semanais totalizaram 582,4 mil toneladas até 17 de setembro, abaixo das previsões que variavam entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas.
A tarifa de 10% imposta pela China sobre a soja americana também ajuda a manter a competitividade do produto brasileiro. O farelo de soja, por sua vez, apresentou um desempenho mais forte, com o contrato de dezembro cotado a US$ 410,50 por tonelada.
No Brasil, o indicador do estado do Paraná viu um aumento de aproximadamente R$ 128 para cerca de R$ 155 nos últimos 60 dias, mas passou a operar de forma lateral, indicando que parte do otimismo foi absorvida pelos preços.
✨ A resistência dos preços está estabelecida entre US$ 13,30 e US$ 13,35 por bushel, enquanto o suporte reside em US$ 13,00. Compras chinesas significativas poderiam intensificar a alta, enquanto a perda do suporte aumentaria o risco de correção até US$ 12,40.
Produtores e empresas são orientados a trabalhar com vendas e compras escalonadas, monitorando os preços em Chicago, as flutuações do câmbio e os prêmios, priorizando a proteção das margens em vez de concentrar a comercialização em um único cenário.
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