Exportações e demanda interna ajudam a sustentar preços

Na terça-feira, o mercado da soja experimentou uma estabilidade nas cotações na Bolsa de Chicago, enquanto os preços em importantes centros de comercialização brasileiros mostraram valorização, impulsionados por fatores como exportações e a demanda interna.
Conforme indica a TF Agroeconômica, os contratos de soja mais curtos sofreram queda após as altas do dia anterior, com a melhora nas lavouras dos Estados Unidos contribuindo para o cenário. Forças climáticas continuam a oferecer suporte aos preços.
Na CBOT, os contratos de agosto recuaram 0,53%, sendo cotados a US$ 12,1950 por bushel, enquanto os contratos de setembro apresentaram uma perda de 0,41%, alcançando US$ 12,1050. O farelo de soja para agosto registrou um aumento de 0,99%, enquanto o óleo teve uma queda de 0,51%.
Nos Estados Unidos, cerca de 66% das lavouras de soja foram avaliadas em boas ou excelentes condições, superando os 65% da semana anterior. Porém, a falta de novas vendas para a China pressionou os preços para os contratos mais longos.
No Brasil, os preços da soja mostraram uma tendência positiva nos portos e em várias localidades do interior. No Rio Grande do Sul, a saca foi negociada a R$ 143 em Rio Grande, impulsionada pelos prêmios de exportação e um câmbio favorável.
No Paraná, em Paranaguá, o preço alcançou R$ 145, com uma alta de 2,11%, enquanto em Ponta Grossa o valor foi de R$ 139. Em Santa Catarina, em São Francisco do Sul, a soja estava cotada a R$ 137. Mato Grosso do Sul viu avanços, com Dourados e Campo Grande a R$ 127.
Com aproximadamente 64% da safra já comercializada, Mato Grosso do Sul apresenta um desafio de armazenagem, com um déficit superior a 12,4 milhões de toneladas, afetando o potencial de negociação.
Em Mato Grosso, os preços chegaram a R$ 126 em Rondonópolis, refletindo exportações recordes e custos elevados de frete, além da intensa concorrência por espaço nos silos.
"A armazenagem se configura como um limite crítico para o mercado, em um momento em que a entrada do milho safrinha e do trigo pressiona as estruturas atualmente ocupadas pela soja.
✨ A alta do diesel e a demanda por espaço de armazenamento estão restringindo repasses de preços altos ao interior.
O aumento da demanda e as condições do clima são fatores cruciais que influenciam o preço da soja no Brasil e nos Estados Unidos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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