Enquanto o trigo e milho enfrentam desafios, a soja se beneficia de compras chinesas.

O mercado de grãos iniciou esta sexta-feira com pressão em trigo e milho, enquanto a soja recebeu suporte de sinais de demanda externa. Segundo a TF Agroeconômica, a abertura dos mercados reflete a influência da oferta global, compras chinesas e condições de exportação.
O trigo enfrenta pressão nas cotações em Chicago, impulsionada pelo escoamento da produção russa pelo Mar Báltico. A Abitrigo estima que o Brasil importará 9 milhões de toneladas de trigo nesta temporada, devido à baixa qualidade de parte da safra nacional. Com isso, os preços tendem a se alinhar à paridade de importação, sendo que o trigo estrangeiro já se mostra mais acessível em algumas ofertas de produto tipo 1 no Rio Grande do Sul.
Na Argentina, a produção pode alcançar 23,8 milhões de toneladas, a segunda maior dos últimos 17 anos. Enquanto isso, a soja encontra apoio em informações de mercado sobre aquisições de empresas chinesas, com a Cofco adquirindo 18 carregamentos nesta semana e a Sinograin negociando contratos futuros para fixar preços. Os prêmios de exportação da soja brasileira subiram cinco centavos de dólar por bushel.
✨ As previsões de chuvas para o centro e sul do Brasil e partes da Argentina, além da redução das posições em Chicago, também estão sendo monitoradas.
O milho começou o dia com desvalorização, pressionado pela expectativa da segunda maior safra nos Estados Unidos. Apesar das perdas na produção europeia, a demanda está sendo parcialmente atendida pela Ucrânia. No Brasil, a oferta superior à procura limita negócios, com um cenário de exportações mais lentas.
Entre os indicadores do dia, o dólar futuro estava cotado a R$ 5,0445, com leve alta de 0,01%. O preço do petróleo Brent avançou 1,47%, alcançando US$ 114,57, o que pode trazer um impacto positivo para os preços da soja e milho.
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