Fatores internacionais influenciam preços e produção

O mercado global de milho está passando por um momento de estabilidade, com uma clara interação entre a alta oferta e a demanda moderada, segundo a TF Agroeconômica.
O cenário externo é crucial para a exportação do excedente brasileiro, especialmente com as flutuações dos preços em Chicago.
✨ A reabertura do Estreito de Ormuz gerou uma queda nos preços do petróleo, afetando indiretamente o mercado de milho.
Nos Estados Unidos, as condições climáticas têm favorecido o plantio, com chuvas regulares e períodos secos que aceleram o trabalho no campo. A área afetada pela seca caiu de 29% para 26%, criando um ambiente semelhante ao de safras recordes anteriores.
Além disso, espera-se uma colheita significativa na Argentina, projetada em 61 milhões de toneladas, e o USDA indicou um aumento nos estoques globais.
Apesar de alguns sinais de pressão, como o aumento nas exportações norte-americanas em 28,65%, que refletem uma demanda sólida, o mercado ainda enfrenta desafios, como a preocupação com o fornecimento de fertilizantes nos EUA, que pode impactar a produção futura.
A possibilidade de um El Niño mais forte também adiciona um elemento de incerteza ao setor.
Recentemente, os preços do milho recuperaram-se de quedas anteriores, mantendo-se em um padrão lateral com suporte em torno de 440 cents por bushel e resistência em 460 cents.
Atualmente, os preços estão testando os limites, mas frequentemente retornam ao centro da faixa, o que indica uma falta de força direcional no curto prazo, mantendo uma tendência lateral com uma leve predisposição para quedas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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