Cortes do USDA refletem em Chicago, mas Brasil apresenta cotações pressionadas pela demanda interna.

O mercado de milho começa a semana sob influência de cortes promovidos pelo USDA no balanço norte-americano, enquanto no Brasil, a demanda interna e a postura dos produtores ajudam a definir as cotações.
Conforme dados da análise “Direto do Campo”, da Grão Direto, divulgados nesta segunda-feira (14), o cenário internacional dá suporte aos preços em Chicago, porém, o mercado brasileiro mantém uma dinâmica própria.
Nos Estados Unidos, o USDA reduziu as estimativas para a safra e os estoques globais da temporada 2026/27, o que conferiu fôlego às cotações do milho em Chicago, sustentando as paridades de exportação.
✨ As cotações do milho no Brasil estão mais pressionadas, refletindo a dinâmica de oferta e demanda local, enquanto a colheita da safrinha 2026 já ultrapassa 90% no Centro-Sul.
No Brasil, as negociações também ganham ritmo em Mato Grosso, mas, nas demais regiões produtoras, os vendedores mantêm-se cautelosos, capitalizados pelos resultados de outras culturas e evitando vendas volumosas no mercado spot.
Proprietários tem optado por armazenar o milho em vez de vender, aguardando preços mais atrativos para a comercialização, o que tem limitado a disponibilidade do cereal no mercado físico.
A demanda continua robusta com granjas e usinas de etanol impulsionando o consumo nas principais regiões de abastecimento, o que ajuda a balizar as cotações, mesmo com os ajustes do USDA que afetam a B3.
Ademais, o dólar comercial presente na faixa de R$ 5,15 contribui para sustentar a competitividade das commodities agrícolas brasileiras e atenua oscilações nas receitas dos produtores em reais.
A semana também traz expectativa em relação à reunião do Copom, que definirá a taxa de juros, em meio a um cenário que exige gestão financeira devido ao aumento nos custos de fertilizantes.
Além das questões financeiras, o produtor deve acompanhar a volatilidade climática relacionada ao El Niño e as oscilações do câmbio, pois esses fatores podem afetar as decisões de comercialização e o planejamento financeiro.
Portanto, apesar do suporte externo vindo dos EUA, as cotações brasileiras do milho estão condicionadas pela relação entre a oferta disponível, o ritmo das vendas e a demanda interna.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Levantamento de dados realizado antes das chuvas devastadoras no Estado no final de abril.

Variação do dólar influencia nos custos, podendo aumentar ou diminuir.

Projeção de exportações cai 14% devido a bloqueio nos portos do Mar Negro

Aumento é motivado por demanda crescente e margens de esmagamento favoráveis.