Semana encerra com pouca movimentação e cotações ajustadas.

O mercado de milho no Brasil fechou a semana com baixa movimentação, refletindo a situação de compradores abastecidos e a liquidez reduzida nas transações.
De acordo com a TF Agroeconômica, a B3 apresentou fechamento misto na sexta-feira, com pequenos recuos nas posições mais curtas e leves ganhos nas mais longas, enquanto o mercado interno se manteve praticamente travado.
✨ B3 avançou 0,60% no acumulado da semana, enquanto Chicago registrou alta de 1,65%.
Apesar da valorização em Chicago e da queda do dólar, as indústrias se concentraram na reposição de estoques, sem grandes movimentações no mercado físico.
No mercado físico, a média Cepea registrou uma ligeira alta de 0,17%. As cotações na bolsa brasileira para julho de 2026 foram de R$ 67,20, setembro fechou a R$ 69,94 e novembro a R$ 72,94.
No Rio Grande do Sul, o mercado continuou com liquidez baixa, com negócios pontuais variando entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, resultando em uma média estadual de R$ 58,24, o que representa uma alta semanal de 0,28%.
A colheita da safra 2025/26 alcançou 96% da área, beneficiada por condições de tempo seco, embora algumas lavouras mais tardias enfrentem desenvolvimento mais lento devido a frio e menor radiação solar.
Geadas ocasionaram danos pontuais, levando parte das áreas para silagem.
Em Santa Catarina, os estoques confortáveis limitaram os negócios, com pedidos próximos a R$ 70,00 por saca e demandando em torno de R$ 65,00.
No Paraná, a liquidez se manteve baixa, enquanto em Mato Grosso do Sul a pressão da oferta resultou em preços entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca, embora o setor de bioenergia tenha contribuído para uma parte da demanda.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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