Cotação da soja apresenta leves altas, mas volume de negócios é reduzido

O mercado de soja no Brasil experimentou uma movimentação limitada nesta terça-feira (2), com preços predominantemente estáveis ou apresentando pequenos aumentos nas regiões analisadas. De acordo com Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, o início do mês ajudou a sustentar as cotações, apesar da queda observada nos contratos futuros em Chicago.
✨ Apesar do cenário internacional, o Brasil viu ajustes positivos em várias regiões.
A desvalorização global da soja restringiu uma alta mais significativa na commodity dentro do país, mas não impediu algumas elevações nos preços em diversas praças. Entretanto, o volume de negócios permaneceu baixo, refletindo a cautela dos produtores que buscam valores mais vantajosos para concluir transações. O spread elevado entre propostas de compra e venda dificulta a negociação e resulta em um ritmo de comercialização mais lento.
No mercado de futuros de Chicago, a soja apresentou queda, alcançando os menores preços em dois meses. O clima favorável nos Estados Unidos para o desenvolvimento das lavouras levou investidores a reavaliar a produção da safra americana. A demanda fraca da China por soja também resultou em vendas técnicas e liquidações por parte de fundos e especuladores.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou que até 31 de maio, 87% da área projetada para plantio de soja havia sido completada, superando tanto os 83% do ano passado quanto a média dos últimos cinco anos, de 80%. A condição das lavouras se mostra robusta, com 66% em estado bom ou excelente, enquanto apenas 5% estão ruins.
Os contratos futuros de soja com entrega em julho fecharam a US$ 11,65 1/4 por bushel, uma queda de 15,50 centavos, correspondendo a 1,31%. Já a posição de agosto encerrou cotada a US$ 11,69, com recuo de 16 centavos ou 1,35%. No segmento de derivados, o farelo de soja para julho fechou a US$ 326,20 por tonelada, enquanto o óleo de soja terminou a 78,41 centavos de dólar por libra-peso.
O dólar comercial teve uma leve queda de 0,22%, cotado a R$ 5,0098 para venda e R$ 5,0078 para compra, com variações entre R$ 4,9992 e R$ 5,0217 durante o dia.
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