Oferta restrita e dificuldades dos frigoríficos impulsionam o setor

O mercado físico do boi gordo apresenta trajetória de alta nesta quarta-feira (28). O movimento é sustentado pela oferta restrita de animais e pela dificuldade dos frigoríficos em aumentar as escalas de abate.
Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, destaca que as programações de abate permanecem concentradas entre cinco e seis dias úteis, não sendo suficientes para reduzir a necessidade de compra das indústrias. 'Nesse ambiente, os negócios a R$ 400 por arroba se tornaram mais frequentes em São Paulo, estabelecendo um novo patamar recorde para a arroba, embora esse valor ainda não represente a referência predominante do estado.'
✨ Em São Paulo, o preço do boi gordo chegou a R$ 400 por arroba, um novo recorde para o estado.
Iglesias ainda aponta que a expectativa de um maior volume de exportações para a China em novembro e dezembro é um fator importante para o atual cenário. A possibilidade de aumento nas compras para atender os embarques do último bimestre é uma expectativa crescente, embora dependa da administração das cotas chinesas e do ritmo de contratação da indústria exportadora.
São Paulo: R$ 389,25 Goiás: R$ 375,32 Minas Gerais: R$ 381,76 Mato Grosso do Sul: R$ 381,59 Mato Grosso: R$ 365,14
No mercado atacadista de carne bovina, os preços permanecem inalterados nesta quarta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de consumo não permite novos reajustes, especialmente em vista da elevada competição com a carne de frango e os cortes suínos.
Os preços continuam da seguinte forma: Quarto dianteiro a R$ 22,30 por quilo, Quarto traseiro a R$ 29,50 por quilo e Ponta de agulha a R$ 21,00 por quilo.
O dólar comercial fechou a sessão com uma leve baixa de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,3463 para venda e a R$ 5,3443 para compra. Durante o dia, a moeda apresentou oscilações entre a mínima de R$ 5,3111 e a máxima de R$ 5,3986.
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