Fatores como colheita nos EUA e aumento de vendas impactam cotações.

O mercado do milho entra na semana sob pressão de curto prazo, após uma recente valorização em Chicago. Apesar disso, os fundamentos permanecem e limitam uma queda mais acentuada dos preços.
A TF Agroeconômica avaliou que a tendência é neutra a baixista no curto prazo, sem confirmação de reversão do movimento de alta para o médio prazo. Entre os fatores que pressionam as cotações estão o avanço da colheita nos Estados Unidos, o aumento da disponibilidade física e as vendas de produtores norte-americanos.
✨ Os estoques finais norte-americanos projetados para 2026/27 foram reduzidos, o que pode impactar os preços.
Além disso, a realização de lucros por parte dos fundos, que liquidaram cerca de 9 mil contratos, também contribui para essa pressão. Embora a produção dos EUA tenha sido reduzida de 406,75 milhões para 401,33 milhões de toneladas, o corte não atendeu as expectativas do mercado.
Os estoques finais para a safra 2026/27 recuaram para 39,79 milhões de toneladas, contra 41,98 milhões em agosto. Apesar disso, as exportações da safra 2025/26 estão em níveis recordes, enquanto a menor produção europeia e as dificuldades de embarque da Ucrânia continuam a sustentar as cotações internacionais.
Na Bolsa de Chicago, o contrato de dezembro recuou após se aproximar de US$ 5,50 por bushel, sendo que a região de US$ 5,25 é considerada crucial. A manutenção acima desse nível pode abrir caminho para uma nova tentativa de avanço até US$ 5,40 e US$ 5,50, mas a perda deste suporte pode levar a uma queda para cerca de US$ 5,00.
No Brasil, a desaceleração das exportações gera preocupação em relação à oferta interna. Embora setembro tenha iniciado de forma melhor que agosto, o ritmo das exportações ainda está abaixo do mesmo período de 2025. Com a safrinha avançada, a menor absorção pelo mercado externo pode amplificar a pressão sobre os preços internos.
Diante desse cenário, a orientação é de cautela e proteção escalonada. Produtores são aconselhados a aproveitar recuperações para realizar vendas parciais, enquanto consumidores podem utilizar as correções para ampliar gradualmente a cobertura de suas necessidades.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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