Sem grandes variações, negociações continuam lentas em várias regiões

Nesta terça-feira, 5 de maio, o mercado pecuário do Brasil enfrentou um dia de negociações fracas, com vendas de carne em pace devagar. Das 33 regiões avaliadas pela Scot Consultoria, 16 não registraram mudanças nos preços do boi gordo, enquanto outras 16 apresentaram quedas.
Apenas o oeste do Rio Grande do Sul reportou alta nas cotações. Em cidades estratégicas como Araçatuba e Barretos, preços permaneceram em R$ 355 a arroba, na modalidade de pagamento a prazo. Outras categorias de bovinos, incluindo o 'boi China', a vaca e a novilha, também mantiveram suas tarifas inalteradas.
✨ Analisando a situação, parte da indústria frigorífica não estava atuando de forma ativa nas compras, e as poucas que mantinham ordens de compra estavam com valores estáveis em relação ao dia anterior.
Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, observa que o boi gordo está enfrentando tentativas de compra a preços mais baixos. Ele ressalta a posição confortável dos frigoríficos, que possuem uma média de 7 a 8 dias úteis de abate programados atualmente no Brasil.
A disponibilidade de gado tem aumentado em estados como Goiás e Minas Gerais, devido ao desgaste das pastagens. Além disso, alguns pecuaristas estão antecipando essa degradação, o que está pressionando a oferta. No entanto, a retração nas negociações faz com que essas mudanças fiquem menos evidentes.
O mercado pecuário brasileiro tem enfrentado desafios devido a variações na demanda interna por carne, influenciando diretamente os preços e a dinâmica das negociações entre produtores e frigoríficos.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Cenário de acomodação impacta negociações e preços no setor

Mercado físico apresenta estabilidade em várias praças, com frigoríficos e pecuaristas atentos ao ritmo das negociações e à demanda.

Mercado enfrenta oferta restrita, garantindo estabilidade nas cotações

Lote de vacinas contra clostridioses é o maior desde março