Tendências de demanda e produção impactam setores de grãos

Os mercados agrícolas globais estão enfrentando um momento de tensão, com os preços sob pressão devido a vendas em massa e ajustes técnicos que se intensificaram após o alcance de importantes níveis de resistência.
De acordo com a TF Agroeconômica, contratos em Chicago apresentaram quedas acentuadas recentemente, especialmente para milho, soja e trigo, após uma onda de vendas por fundos de investimento.
✨ A compra de soja pela China reforçou a competitividade da América do Sul em relação aos EUA.
A aquisição de um carregamento brasileiro de soja pela China para entrega em julho destaca a competitividade da América do Sul em relação à oferta dos Estados Unidos.
Além disso, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou vendas privadas de 252 mil toneladas de soja, sendo a maior parte destinada ao México.
Entretanto, as vendas semanais de exportação dos EUA seguem fracas, com apenas 102,1 mil toneladas da safra antiga e 80,8 mil toneladas da nova safra sendo comercializadas.
Outro fator que influenciou as movimentações de preço foi a atuação dos fundos de investimento, que, após a divulgação do último relatório do USDA e a proximidade das resistências técnicas, passaram a realizar lucros, intensificando a pressão baixista nos mercados.
O farelo de soja também mostrou vendas robustas nos EUA, enquanto os prêmios na Argentina e na Europa mantiveram-se firmes.
✨ Declarações políticas indicam estabilidade nas compras.
Do ponto de vista político e comercial, a recente declaração do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre a resolução da questão da soja sugere que o acordo atual com a China permanece o único compromisso vigente.
Embora o mercado esperasse novos anúncios de compras agrícolas após encontros entre líderes mundiais, as expectativas não se concretizaram.
As previsões de produção na América do Sul também afetaram o cenário, com o Brasil aumentando sua estimativa de produção de soja para 180,1 milhões de toneladas e de milho para 140,2 milhões.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário ajustou suas projeções para 50 milhões de toneladas de soja e 68 milhões de toneladas de milho, enquanto os prêmios de exportação do milho argentino recuaram 4 centavos, indicando uma maior pressão da oferta local.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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