Alta do trigo lidera recuperação em meio a incertezas globais

Os mercados de grãos começam o dia com uma tendência otimista, impulsionada por fatores como riscos no comércio internacional, demanda robusta e incertezas relacionadas à produção em regiões-chave.
Conforme a análise da TF Agroeconômica, o trigo lidera esse movimento positivo, enquanto soja e milho também se beneficiam de condições favoráveis tanto no mercado externo quanto no nacional.
✨ O trigo em Chicago atinge o maior preço em três anos, refletindo um prêmio de risco crescente devido a problemas nas exportações da Rússia e Ucrânia.
O bloqueio dos portos do Mar Negro acentua a preocupação com interrupções duradouras nas exportações. Por outro lado, as vendas de carregamentos franceses para países como Egito e Sudão sinalizam uma realocação nas rotas comerciais. A Tunísia, por exemplo, adquiriu 125 mil toneladas de trigo e 75 mil toneladas de cevada forrageira.
No Brasil, as flutuações de preços se observaram entre Paraná e Rio Grande do Sul. Para a soja, a demanda chinesa por cargas dos Estados Unidos e do Brasil continua sólida, com as vendas da nova safra americana alcançando 2,478 milhões de toneladas, superando as expectativas do mercado.
O clima mais seco e quente previsto para os próximos dias adiciona incertezas sobre a conclusão da safra. Em Paranaguá, os preços da soja chegaram a R$ 157 por saca, o maior valor registrado nos últimos três anos.
Novos recordes contratuais foram alcançados para a soja e o farelo em Chicago, embora as margens de esmagamento nos Estados Unidos sejam uma preocupação. O milho, após uma leve correção, voltou a subir durante a sessão noturna, mantendo os contratos acima de US$ 5 por bushel, impulsionados pelas incertezas nos rendimentos.
No Brasil, a média do Cepea para o milho subiu 0,38% no último dia e 1,69% na semana, refletindo uma manutenção do viés de alta.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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