Preocupações com oferta e cenário internacional sustentam preços

O preço do milho continua a subir no mercado brasileiro, mesmo diante do avanço da colheita da segunda safra. Essa tendência é reforçada por fatores internacionais e inquietações em relação à disponibilidade do cereal nos próximos meses.
Conforme apontado pelo Cepea, a combinação de incertezas no mercado externo e a cautela dos produtores tem levado à diminuição do interesse em negociar lotes para entrega futura ou para exportação.
✨ Expectativas de queda na produtividade das lavouras de milho nos EUA estão elevando os preços globalmente, uma vez que a oferta mundial pode ser afetada.
Além disso, a produção menos robusta esperada na União Europeia e as complicações no conflito do Mar Negro contribuem para sustentar os preços futuros do milho no Brasil.
Os vendedores, cientes das incertezas sobre a disponibilidade do cereal nas próximas semanas, estão restringindo a quantidade colocada à venda, enquanto os compradores serão forçados a elevar os preços para garantir novas cargas e restabelecer seus estoques.
Na última sexta-feira (21), o Indicador do Milho Esalq/BM&FBovespa, da praça de Campinas (SP), registrou um fechamento de R$ 67,90 por saca de 60 quilos, apresentando uma alta de 0,24% em relação ao dia anterior. No acumulado de agosto, a valorização atinge 4,06%, enquanto em dólar, o indicador foi de US$ 13,20 por saca.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Análise indica oscilações mistas nas cotações do milho em diferentes regiões do Brasil.

Companhia Nacional de Abastecimento destaca variações regionais nas rotas de escoamento de grãos.

Estado responde por 60% da produção nacional na safra 2024/2025

Estudo revela a evolução da produção e valor da commodity no Brasil