Transporte de gado é dificultado pela logística e espaço limitado

Pecuaristas na Argentina estão retirando milhares de cabeças de gado das ilhas do rio Paraná, no norte da província de Santa Fé, devido ao risco de inundações associado ao fenômeno climático El Niño. Os animais estão sendo levados para áreas mais altas, uma medida necessária diante da previsão de cheia que pode ultrapassar os níveis aceitáveis.
A preocupação entre os produtores aumenta, especialmente pela dificuldade em transportar os rebanhos para fora das zonas ameaçadas. A operação de retirada dos animais depende de embarcações, que enfrentam limitações logísticas. Além disso, há uma escassez de propriedades disponíveis para acolher os gados.
✨ No departamento de General Obligado, estima-se que 120 mil a 200 mil cabeças de gado estão localizadas em áreas propensas a inundações, enquanto em San Javier, o número de animais atinge cerca de 30 mil.
Com apenas uma embarcação disponível para o transporte dos gados nas regiões afetadas, os pecuaristas enfrentam grandes desafios. A falta de campos adequados para receber os animais complica ainda mais a situação.
Os produtores também estão atentos às previsões de chuvas no Brasil, pois a quantidade de precipitação na bacia hidrográfica pode influenciar o nível do rio Paraná, aumentando ainda mais o risco de inundações. A movimentação antecipada dos gados é uma tentativa de evitar perdas e prejuízos à atividade pecuária.
Enquanto isso, o Uruguai também emitiu alertas em resposta ao fenômeno. O Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai declarou um alerta institucional baseado nas projeções do Instituto Uruguaio de Meteorologia, que indicam uma possível intensidade forte ou muito forte do El Niño.
O Grupo Interinstitucional de Monitoramento Agroclimático no Uruguai está em sessão permanente para coordenar um plano de contingência e desenvolver apoio financeiro aos produtores e organizações rurais, visando mitigar os impactos do excesso de chuvas e inundações na produção agropecuária. Assim, Argentina e Uruguai intensificam o monitoramento das condições climáticas e adotam estratégias para proteger a produção rural.
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