UFLA desenvolve linhagens de arroz de sequeiro para reduzir dependência de água.

Uma pesquisa busca ampliar as alternativas para a produção de arroz no Brasil através do cultivo em sistema de sequeiro, que exige menor dependência de água e foca em plantas mais resistentes à seca. A proposta também visa contribuir para a diversificação das áreas produtoras e reduzir os riscos relacionados ao abastecimento.
Na Universidade Federal de Lavras (UFLA), o programa Melhor Arroz tem se dedicado, ao longo de mais de uma década, ao desenvolvimento de linhagens de arroz de terras altas mais produtivas, precoces e com qualidade de grão. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mais de 80% da produção brasileira de arroz é irrigada, majoritariamente encontrada nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.
"O arroz inundado consome muita água e também é um dos grandes responsáveis pela emissão de metano, um gás relacionado ao efeito estufa. O arroz de terras altas surge como uma alternativa mais sustentável.
Enquanto o sistema irrigado exige um grande volume de água e está atrelado à emissão de metano, o arroz de sequeiro pode ser cultivado em terras utilizadas para soja, milho, feijão e trigo, aumentando as opções de rotação e manejo nas lavouras. Um dos principais desafios enfrentados nas pesquisas é incrementar a tolerância das plantas à falta de água.
Em colaboração com a Universidade de Arkansas, o programa utiliza a técnica de edição gênica CRISPR-Cas9 para investigar alterações em genes de interesse. Entre os avanços, a linhagem CMG1590 encontra-se em fase final de registro no Ministério da Agricultura, enquanto outras variedades ainda estão sendo avaliadas.
✨ O programa Melhor Arroz está focado na criação de arroz de sequeiro mais sustentável e resistente à seca, utilizando tecnologias avançadas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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