Projeto busca mitigar os efeitos do calor no cultivo de tomate por meio de bactéria deotrófica.

Um pesquisador de Uberaba, Minas Gerais, está realizando um estudo inovador para mitigar os efeitos das altas temperaturas no cultivo do tomate. A pesquisa investiga o uso de uma bactéria deotrófica em três variedades da fruta: tomate salada longa vida, saladete e tomate grape.
As altas temperaturas, especialmente em estufas, podem causar sérios danos ao cultivo do tomate, como a redução da polinização eficiente das flores, resultando na não formação dos frutos; deformações nos frutos com anomalias fisiológicas que desvalorizam a produção; e um impacto significativo na produtividade, com perdas durante os meses mais quentes.
A bactéria utilizada na pesquisa, que possui coloração rosa, é frequentemente aplicada na soja para melhorar a eficiência do nitrogênio atmosférico. No cultivo do tomate, a aplicação foi realizada na parte superior da planta em quatro ocasiões, semanalmente, desde o início do projeto, há quatro meses.
✨ Os resultados da pesquisa devem ser divulgados no final de setembro. Se forem positivos, a bactéria poderá tornar-se um aliado importante para os produtores de tomate em períodos de altas temperaturas, reduzindo a necessidade de defensivos agrícolas.
Além disso, a adaptação das plantas a temperaturas mais elevadas pode levar à diminuição dos custos de produção, uma vez que menos recursos serão necessários para controlar a temperatura dentro das estufas.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Evento ocorrerá nos dias 27 e 28 de novembro em Luís Eduardo Magalhães.

Parceria busca atender demanda crescente por diesel renovável até 2040.

Crescimento de 22% em relação ao ano passado destaca liderança brasileira no mercado global.

Área florestal chega a 5,32 milhões de hectares, apesar da expansão da soja