Conselho de Produtores e Indústrias aponta desafios devido ao aumento da oferta e intempéries.

O aumento da oferta de leite no campo, somado a importações elevadas e a queda nos preços dos derivados, gerou pressão sobre a cadeia do leite no Rio Grande do Sul.
O valor de referência projetado para setembro de 2026 ficou definido em R$ 2,3910 por litro, conforme anunciado pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS (Conseleite/RS). Este valor considera os dados de comercialização dos primeiros 20 dias do mês e representa uma redução de 0,90% em relação à projeção de agosto, que era de R$ 2,4128 por litro.
✨ Na comparação com agosto, o valor de referência caiu de R$ 2,4128 para R$ 2,3910 em setembro, refletindo a pressão sobre a cadeia do leite.
Os cálculos realizados pela Universidade de Passo Fundo (UPF) indicam uma continuidade dessa tendência, já que em agosto o preço foi de R$ 2,4189, em queda de 1,39% em relação aos R$ 2,4529 de julho. Segundo o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, as margens de lucro estão sendo comprimidas e a situação é complicada por diversos fatores.
Além da oferta em alta, a queda nos preços dos derivados e os efeitos adversos das condições climáticas têm impactado a produção e a logística do leite. Os temporais recentes causaram danos em lavouras e na infraestrutura, dificultando o transporte do produto e afetando o acesso às propriedades rurais.
Diante dessas dificuldades, o Conseleite busca solicitar ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma flexibilização das regras para o prazo de coleta do leite, que atualmente estabelece um limite de 48 horas para a retirada do produto das propriedades. O atraso na coleta, por conta dos temporais, pode levar às empresas a multas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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