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    Agronegócio
    2 min de leitura

    Preços do milho sobem em agosto devido a estoques baixos nos EUA

    Variação nos preços no Brasil é impulsionada por fatores internos e externos.

    Gabriel RodriguesPostado 19 de setembro às 07:15
    A
    Preços do milho sobem em agosto devido a estoques baixos nos EUA

    Os preços do milho aumentaram de forma significativa em agosto, impulsionados pela expectativa de redução dos estoques nos Estados Unidos, pela deterioração das lavouras americanas e pelos riscos logísticos no Mar Negro, conforme análise da Consultoria Agro do Itaú BBA.

    No Brasil, a retenção da oferta pelos produtores, a variação do câmbio e a demanda interna contribuíram para a alta das cotações. Em Sorriso (MT), a cotação média do milho foi de R$ 47 por saca, um crescimento de 12% em comparação com julho.

    ✨ A deterioração das lavouras nos EUA e a previsão de diminuição nos estoques finais intensificaram a percepção de um mercado mais ajustado.

    Ao final de agosto, apenas 57% das lavouras americanas eram consideradas boas ou excelentes, uma queda em relação aos 69% do mesmo período do ano passado. Além disso, as incertezas logísticas na região do Mar Negro, devido à guerra entre Rússia e Ucrânia, aumentaram a volatilidade do mercado internacional. Os ataques à infraestrutura portuária russa elevaram as preocupações sobre o fluxo global de cereais, resultando na valorização das cotações na bolsa de Chicago.

    Em agosto, o primeiro vencimento do milho em Chicago subiu 5,7%, alcançando uma média de US$ 4,68 por bushel. No Brasil, mesmo com uma colheita robusta, a valorização se manteve, pois muitos produtores limitaram a oferta, esperando novas altas, enquanto os consumidores domésticos fizeram compras pontuais para reabastecer estoques. O câmbio e a recuperação das cotações em Chicago também foram fatores que sustentaram os preços locais.

    As atenções do mercado agora se voltam para a safra 2026/27 na América do Sul. O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) cortou a expectativa de oferta nos EUA e indicou uma redução dos estoques mundiais para níveis bastante apertados. Brasil e Argentina planejam expandir a área dedicada ao milho, mas o sucesso desse potencial dependerá das condições climáticas no decorrer do ciclo.

    No Paraná, por exemplo, a área de milho da safra de verão deve crescer 2%, impulsionada pela demanda do setor de proteínas animais. Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, afirmou: 'Os estoques globais continuam em trajetória de redução, e o mercado passa a ficar cada vez mais dependente do desempenho da próxima safra sul-americana. Com um balanço mundial mais ajustado, qualquer alteração significativa no clima ou na produtividade tende a ter um impacto mais relevante sobre os preços nos próximos meses.'

    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Agronegócio com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Agronegócio

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