Cafeicultores lidam com aumento nos preços de fertilizantes e qualidade da safra comprometida.

Setembro trouxe preocupações para os cafeicultores brasileiros, especialmente nas principais regiões produtoras, como o interior paulista e o Sul de Minas. Com um cenário de menor poder de compra de fertilizantes, os produtores enfrentam desafios significativos na preparação para a safra 2027/2028.
De acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), o preço dos fertilizantes aumentou, levando o cafeicultor a precisar de cerca de 20% a mais de café para adquirir a mesma quantidade de adubo em comparação a agosto deste ano. O indicador Cepea/Esalq do café arábica também indicou que os preços médios dos insumos em São Paulo exigem que os produtores tenham um esforço maior em suas vendas.
✨ As chuvas atípicas, especialmente em julho, comprometem a qualidade do café, levantando alertas sobre a potencial redução das exportações.
O cenário é desafiador, pois cerca de 30% da safra brasileira de 2026/2027 ainda não havia sido colhida, ficando vulnerável às condições climáticas adversas. Apesar do aumento na oferta, os preços dos cafés arábica e robusta subiram em julho, refletindo a pressão dos custos e da qualidade.
Os especialistas indicam que a qualidade da bebida pode ser afetada por grãos que apresentaram contaminantes ou falhas na secagem, resultando em um café com sabor alterado. Este fator é crucial não apenas para a qualidade do produto, mas também para seu valor de exportação, uma vez que um café de melhor qualidade é mais valorizado no mercado externo.
Em síntese, as particularidades dessa safra podem impactar as futuras colheitas e o mercado global, o que deve ser monitorado nos próximos meses, principalmente com o fenômeno El Niño influenciando as condições climáticas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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