O mercado de produtos biológicos cresce a passos largos, e o preparo adequado da calda é fundamental para garantir a eficiência e a longevidade dos microrganismos aplicados nas lavouras.

O mercado de produtos biológicos no Brasil vive um momento de expansão sem precedentes. Segundo dados da CropLife, o setor cresce a uma taxa anual de 21%, quatro vezes maior que a média global. Na safra 2023/24, esse segmento movimentou cerca de R$ 5 bilhões, impulsionado pela adoção crescente de tecnologias sustentáveis pelos produtores rurais.
Apesar do avanço expressivo, a eficácia do controle biológico depende diretamente de um fator fundamental: o preparo correto da calda de aplicação. A forma como os microrganismos são integrados e misturados pode determinar sua sobrevivência, viabilidade e capacidade de ação no campo.
Para garantir um controle biológico eficiente, é essencial compreender como as cepas microbianas interagem com a calda de pulverização. De acordo com Renato Menezes, gerente técnico da Agroallianz, a forma correta de incorporar esses microrganismos influencia diretamente sua atividade e longevidade.
"“A adição de cepas de microrganismos à calda e o entendimento das interações com os outros componentes da mistura fazem toda a diferença na sobrevivência e longevidade dos microrganismos, o que, por sua vez, impacta diretamente na performance após a aplicação”, destaca Menezes.
Quando bem preparados, os microrganismos permanecem ativos e viáveis, garantindo melhores resultados em campo e ampliando a eficiência do controle biológico.
Além da qualidade dos microrganismos, o uso de adjuvantes compatíveis é um ponto decisivo para o sucesso da aplicação. Segundo Daniel Petreli, da DVA Agro, esses adjuvantes são essenciais não apenas para melhorar a pulverização, mas também para proteger os microrganismos durante e após a aplicação.
"“A escolha do adjuvante certo, bem como a compatibilidade com os microrganismos, é crucial. É preciso entender como as substâncias interagem para evitar que a calda perca sua eficácia e o controle biológico não tenha o impacto desejado”, afirma Petreli.
Os adjuvantes contribuem para manter a umidade nas áreas tratadas, favorecendo a sobrevivência e a ação dos organismos biológicos — fator essencial para seu desempenho no campo.
Para maximizar o efeito dos biológicos, Petreli reforça a importância de soluções específicas como tamponantes e bioestabilizadores, que devem ser testados e validados por instituições de pesquisa renomadas, como o Instituto Biológico de Campinas e a Unesp.
"“Podemos afirmar com confiança que nossos produtos são validados por instituições de pesquisa quanto à sua compatibilidade com os microrganismos, garantindo um controle biológico eficaz e seguro para o produtor”, destaca Petreli.
A compatibilidade entre os componentes da calda é um dos fatores mais sensíveis e determinantes para a eficácia do controle biológico. Por isso, a pesquisa contínua e o acompanhamento técnico são indispensáveis.
Com um crescimento acelerado e uma busca crescente por práticas sustentáveis, os produtos biológicos assumem papel estratégico no futuro da agricultura brasileira. Entretanto, para que todo esse potencial se concretize, é fundamental que o preparo da calda seja realizado com precisão, garantindo a sobrevivência e a ação eficiente dos microrganismos.
A combinação entre escolha adequada de adjuvantes, validação científica e responsabilidade técnica das empresas do setor é o caminho para assegurar resultados sólidos e consistentes no campo.
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