Colheita avança, mas escoamento e preços preocupam agricultores

A colheita de citros, que avança em várias regiões do Rio Grande do Sul, traz à tona dificuldades para os produtores, que enfrentam problemas significativos no escoamento e enfrenta a queda nos preços.
Dados da Emater/RS-Ascar, publicados no Informativo Conjuntural, mostram que as bergamotas e laranjas estão em diferentes fases de colheita, com atenção necessária ao manejo fitossanitário devido às condições climáticas desafiadoras. Em Rosário do Sul, por exemplo, a colheita de bergamota foi concluída numa área de 325 hectares, enquanto os pomares de laranja já alcançaram 50% dos 352 hectares dedicados a esse cultivo.
Caxias do Sul tem registrado altas temperaturas, favorecendo novas brotações e o surgimento de botões florais nas plantas. Os produtores estão mantendo os cuidados fitossanitários principalmente para evitar a podridão floral, uma doença conhecida como estrelinha, e continuam a aplicar iscas para o controle de moscas-das-frutas.
✨ Os preços das laranjas caíram de R$ 2,50 para R$ 2,45 por quilo, enquanto frutas destinadas à indústria estão à venda por cerca de R$ 0,34/kg.
No mercado, as quedas de preços são visíveis. A bergamota Montenegrina passou de R$ 3,08 para R$ 2,75/kg, enquanto a cultivar Murcott é vendida a R$ 2,50/kg. Embora as vendas em circuitos curtos apresentem preços melhores, ainda assim, os produtores expressam preocupação com os baixos valores pagos pela indústria, que oscilam entre R$ 0,65 e R$ 0,80/kg.
No circuito curto, a bergamota e a laranja umbigo são comercializadas a R$ 1,50/kg. Já a laranja de suco chega a cerca de R$ 1,20/kg, refletindo a discrepância entre os preços de mercado e os custos de produção.
A combinação de progredir da colheita e as tensões de mercado coloca os citricultores em uma situação desafiadora, exigindo eficácia em suas estratégias de manejo, especialmente durante este período crítico da safra.
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