Exportações de milho sofrem queda significativa

A Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) divulga que o Brasil deverá exportar 9,53 milhões de toneladas de soja em agosto de 2026. Essa projeção marca um expressivo aumento de 17,6% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
No entanto, as expectativas para o milho são preocupantes, com uma previsão de exportação de 5,13 milhões de toneladas, refletindo uma queda de 30% em relação a agosto de 2025.
✨ Os embarques acumulados de soja entre janeiro e agosto atingem 94,15 milhões de toneladas, enquanto os de milho caem para 14,25 milhões de toneladas.
Em agosto de 2026, espera-se que as exportações de farelo de soja alcancem 2,19 milhões de toneladas, um crescimento de 8,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O montante acumulado no ano para este produto é de 17,46 milhões de toneladas, com um aumento de 13,1%.
Os embarques de DDGS (grãos secos de destilaria) deverão somar 113,8 mil toneladas, um aumento significativo em comparação às 19,1 mil toneladas do ano anterior, e o total esperado para o ano atinge 766,3 mil toneladas.
Além disso, estão previstas 277,5 mil toneladas de sorgo em agosto. Com isso, as exportações programadas para o mês totalizam 17,25 milhões de toneladas, apresentando uma leve queda de 1,3% em comparação a agosto de 2025.
De janeiro a agosto, o volume de exportações é de 127,91 milhões de toneladas, comparado às 131,10 milhões de toneladas do mesmo período do ano passado.
Na semana de 30 de agosto a 5 de setembro, espera-se embarcar 2,51 milhões de toneladas de soja, 608 mil toneladas de farelo e 1,45 milhão de toneladas de milho.
Os principais portos para exportação da soja são Rio Grande, Santos, Paranaguá, São Francisco do Sul e Aratu/Cotegipe, enquanto o milho será embarcado principalmente de Santos, Barcarena, São Luís/Itaqui e Itacoatiara.
A China é o maior comprador da soja brasileira, representando 71% dos embarques. O Irã lidera as importações de milho, com 30%, seguido pelo Egito e Vietnã, ambos com 14%.
A Anec informa que as cifras apresentadas são baseadas nas programações de embarque e podem ser alteradas devido a condições operacionais dos portos e outros fatores logísticos.



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