Produtores adotam cautela devido a custos altos e fertilizantes em escassez.

A safra brasileira de soja 2026/27 começa a se desenhar com sinais de redução nos investimentos em tecnologia por parte dos produtores. De acordo com a Veeries, espera-se uma diminuição na adubação média, um reflexo dos altos custos e da escassez de fertilizantes fosfatados.
O uso de sementes salvas tem se tornado mais comum em quase todas as regiões produtoras, o que contrasta significativamente com o padrão de investimento observado nas últimas safras. Historicamente, a produtividade média da soja foi de aproximadamente 63 sacas por hectare na safra 2025/26, com uma aplicação média de fertilizantes de cerca de 408 quilos por hectare.
✨ Em 2021/22, o uso de adubo superou 420 quilos por hectare, enquanto a produtividade foi de aproximadamente 52 sacas. No entanto, em 2022/23, apesar da adubação ter caído para cerca de 363 quilos, a produtividade alcançou cerca de 60 sacas.
Esses dados evidenciam que a produtividade não depende apenas da quantidade de fertilizantes utilizados. A queda na adubação em 2022/23 ocorreu após o começo da guerra na Ucrânia, período em que os produtores ainda dispunham de reservas no solo e estavam experimentando resultados mais favoráveis.
Atualmente, a situação é diferente; a redução nos gastos vem acompanhada pelo aumento do uso de sementes próprias, que pode impactar negativamente o investimento tecnológico nas lavouras. Para a Veeries, essa combinação eleva o risco para a nova safra. Além das condições climáticas, a capacidade produtiva das lavouras poderá ser afetada por decisões tomadas antes do plantio, especialmente no que tange à compra de insumos e à escolha de sementes. Embora os efeitos sobre a produtividade sejam incertos, a diminuição dos investimentos gera incertezas quanto ao desempenho da safra 2026/27.
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