Menos de 10% da área com feijão implantada devido a condições climáticas desfavoráveis.

A semeadura do feijão 1ª safra no Rio Grande do Sul ainda está em fase inicial, com menos de 10% da área projetada já implantada. Dados da Emater/RS-Ascar indicam que as áreas semeadas se concentram em locais com menor exposição às geadas e ventos frios, algo que tem limitado o desenvolvimento das plantas devido às baixas temperaturas.
As condições climáticas têm dificultado principalmente o desenvolvimento inicial das lavouras que foram implantadas mais cedo. As plantas nesses cultivos apresentam crescimento reduzido. Nas regiões de maior altitude, algumas áreas já foram preparadas ou estão começando a ser semeadas. Já nas localidades de menor altitude, o cultivo para subsistência familiar está mais avançado.
✨ A projeção para a 1ª safra é de 24.587 hectares plantados, com produtividade inicial estimada em 1.759 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a semeadura destinada ao autoconsumo se aproxima da conclusão, alcançando 45% da área projetada. As plantas apresentaram folhas pequenas e alongadas, características da resposta às baixas temperaturas.
Na região de Pelotas, iniciaram-se as primeiras lavouras em áreas protegidas contra geadas, com destaque para os municípios de Pelotas e São Lourenço do Sul. Em Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, a semeadura para subsistência foi concluída, enquanto o cultivo comercial ainda é pouco expressivo.
No Centro-Serra e no Alto da Serra do Botucaraí, onde estão as áreas de maior altitude, os solos estão prontos, e algumas lavouras já foram implantadas com finalidade comercial. Enquanto isso, os preços do feijão também apresentaram uma leve valorização no Estado, com o valor médio da saca de 60 quilos subindo 0,27%, de R$ 186,10 para R$ 186,60.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Fumicultores se mobilizam em Santa Cruz do Sul contra desvalorização

As condições climáticas impactam a produtividade e qualidade dos grãos.

Riscos climáticos e custos elevados demandam uma gestão eficaz para manter os preços competitivos

Geadas e doenças impactam lavouras, levando produtores a desistirem do cultivo.