ABPA destaca boas perspectivas mesmo com bloqueios da UE

A indústria de aves e suínos do Brasil está otimista com a ampliação dos negócios durante a Sial Paris 2026, que ocorre até 21 de outubro em Paris. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) acredita que a diversidade de clientes no evento é um ponto positivo, especialmente em um momento em que a União Europeia impõe restrições à produção animal brasileira.
"Estamos dialogando com importadores da China e do Oriente Médio. Muitos países estão presentes aqui. As primeiras impressões são animadoras", afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA, durante entrevista no segundo dia do evento.
Na edição de 2024 da Sial Paris, o setor registrou um volume de negócios de USD 880 milhões, sendo USD 126,7 milhões provenientes de contratos firmados durante a feira e os outros USD 753,3 milhões advindos de contatos estabelecidos durante o evento. Santin se mostra esperançoso quanto a resultados superiores em 2026, embora não tenha fornecido projeções específicas.
✨ De janeiro a setembro deste ano, as exportações de carne de frango totalizaram 4,421 milhões de toneladas, um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As vendas de carne suína também mostraram crescimento, atingindo 1,192 milhão de toneladas, com um incremento de 6,2%. Santin acredita que o aumento nas exportações resultará em um desempenho melhor da feira, mesmo diante da ausência da União Europeia.
A área da ABPA na Sial Paris ocupa aproximadamente 670 metros quadrados, reunindo 25 empresas e cooperativas. O investimento foi de cerca de R$ 6 milhões em colaboração com a Apex Brasil. O estande não só promove oportunidades de negócios, mas também oferece degustações de pratos baseados em frango e ovos brasileiros.
Na última sexta-feira, a ABPA anunciou o retorno de Luís Rua ao seu quadro, agora como Diretor Internacional, com a missão de expandir mercados na Europa, África e Ásia, além de facilitar o acesso das aves e suínos brasileiros a esses mercados estratégicos.
Recentemente, foi assinado um protocolo sanitário com a China, que agora permite a exportação de miúdos internos de suínos, estimando-se que isso possa resultar em um adicional de USD 100 milhões às receitas das exportações da suinocultura brasileira.
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