Sistema permite detecção precoce da brusone, aumentando a precisão no manejo agrícola.

A combinação de inteligência artificial e câmeras hiperespectrais pode revolucionar o manejo de doenças no arroz, antecipando a identificação da brusone, uma enfermidade causada pelo fungo Magnaporthe oryzae, que pode causar perdas significativas nas lavouras.
Essa avaliação é feita por Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo e membro da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS). As câmeras hiperespectrais diferem das convencionais por registrarem centenas de faixas do espectro luminoso, permitindo a detecção de alterações internas nas plantas antes que lesões sejam visíveis a olho nu.
✨ O sistema de detecção foi capaz de identificar plantas infectadas entre 48 e 72 horas antes do surgimento de sintomas, alcançando uma precisão superior a 92%.
Os dados analisados por modelos de aprendizado profundo mostram também que a acurácia chega a mais de 95% na avaliação da gravidade da doença. Essa tecnologia possibilita a aplicação de tratamentos em áreas específicas, resultando em economias de custo e redução de impactos ambientais.
Além disso, a técnica pode auxiliar programas de melhoramento genético, permitindo uma seleção mais rápida de variedades de arroz resistentes. Gazzoni ressalta que ao permitir que os produtores 'enxerguem o invisível', a união de sensores ópticos e inteligência artificial transforma a agricultura, transformando-a de um jogo de adivinhação reativo para uma ciência proativa e de precisão.
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