Relatório menciona crescimento da produção brasileira e demanda interna como influências diretas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou um plano visando expandir o acesso do etanol americano a mercados internacionais, ressaltando o Brasil como um fator significativo para as exportações americanas em 2026. A análise destaca o crescimento da produção de etanol de milho no Brasil e o aumento da demanda interna pelo biocombustível.
Em 2025, os EUA alcançaram um recorde de 8,4 bilhões de litros exportados, gerando US$ 4,7 bilhões, um resultado superior ao ano anterior. O aumento na demanda global e a diminuição da concorrência brasileira foram fatores que promoveram esse crescimento.
✨ O Brasil, embora seja o segundo maior exportador de etanol do mundo, enfrentou uma queda nas exportações devido ao aumento do consumo interno, reduzindo sua participação nas exportações globais de etanol de 23% para 12% entre 2020 e 2025.
Segundo o USDA, o Brasil é considerado uma 'incógnita' para o mercado internacional de etanol em 2026. O documento sugere que, caso o consumo interno continue a crescer mais rapidamente que a produção, os EUA poderão aumentar sua participação nas exportações. No entanto, se a produção superar o crescimento da demanda, o Brasil poderá recuperar parte do mercado perdido.
Historicamente, a produção de etanol brasileiro tem sido concentrada na cana-de-açúcar, e as colheitas ocorrem entre abril e novembro. O relatório do USDA aponta que a mistura obrigatória de etanol na gasolina C foi elevada temporariamente para 32% em julho de 2026, o que pode, por sua vez, impulsionar o consumo e limitar as exportações.
No cenário internacional, o USDA também menciona a abertura de novos mercados, como o acordo entre EUA e Reino Unido, e a implementação de misturas obrigatórias em países como Vietnã e Guatemala, que devem aumentar a demanda global por etanol e gerar oportunidades para as exportações americanas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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