Tiago Cavalcanti destaca a importância de medidas credíveis para equilibrar as contas públicas.

O economista Tiago Cavalcanti, professor titular da Universidade de Cambridge, defende que não existem "atalhos" para equilibrar as contas públicas e baixar os juros no Brasil. Para ele, o governo precisa anunciar com urgência um ajuste fiscal gradual, com medidas críveis nos próximos anos.
Cavalcanti sugere que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresente sua nova equipe econômica, formada por nomes comprometidos com o equilíbrio financeiro do país, e que ofereça apoio político. "Você pode fazer o compromisso de longo prazo. Então, não precisa cortar [de uma vez], vamos suavizar isso ao longo dos anos", afirma.
✨ O reajuste do salário mínimo deve ser apenas pela inflação, evitando promessas de aumentos acima disso, para que haja compatibilidade com o ajuste fiscal.
Cavalcanti acredita que há espaço para reduzir gastos com subsídios tributários e ajustar a carga do Imposto de Renda, mantendo os investimentos em importantes áreas sociais. Ele alerta, contudo, para a importância de não comprometer a recuperação do poder de compra dos mais pobres, mas pondera que aumentos de salário mínimo acima da inflação podem ser inviáveis no atual contexto fiscal.
Ao comentar sobre a proposta de um novo governo, ele ressalta a necessidade de ancorar as expectativas da economia rapidamente, evitando que o governo busque soluções de curto prazo que poderiam desestabilizar o mercado.
Dentre as críticas a propostas de redução rápida da taxa de juros, Cavalcanti destaca a importância de bases sólidas para decisões econômicas e menciona que alterações drásticas, como as sugeridas por André Lara Resende, podem levar a experiências ruins, como as observadas em outros países.
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