Levantamento do Ipsos revela que segurança pública é a principal preocupação dos eleitores.

Uma pesquisa realizada pelo Ipsos, encomendada pelo Observatório do Clima, revelou que 91% dos brasileiros consideram importante que os candidatos às eleições de 2026 apresentem propostas para lidar com as mudanças climáticas. No entanto, esse tema ocupa apenas o nono lugar na lista das principais preocupações dos entrevistados.
O levantamento, que ouviu 1.800 pessoas de todas as regiões do Brasil entre 17 e 20 de agosto, aponta que 62% dos participantes classificaram as questões climáticas como 'muito importantes' na agenda eleitoral. Na lista de prioridades, a segurança pública e a criminalidade lideram as menções, com 49%. Seguem-se o aumento do custo de vida, que obteve 41%, violência contra mulheres e feminicídios com 36%, e a qualidade da saúde pública, com 34%. Por sua vez, mudanças climáticas e crises ambientais foram citadas por 19% dos entrevistados.
✨ O levantamento mostra que 87% dos brasileiros acreditam que as mudanças climáticas estão causando secas e chuvas intensas.
Além disso, os resultados indicam que 87% dos entrevistados concordam que as mudanças climáticas estão sendo responsáveis por fenômenos como secas, chuvas intensas e ondas de calor, e 85% afirmam que esses eventos impactam o cotidiano da população. Outros 79% defendem que o tema deve ser priorizado, mesmo que isso implique custos econômicos, enquanto 76% acreditam que é viável evitar os impactos mais severos por meio da adoção imediata de medidas.
No aspecto ambiental, 35% dos respondentes destacaram as mudanças climáticas como o principal problema, seguidas por gestão de resíduos (21%), qualidade do ar e poluição (15%) e escassez de água (14%). Para 58% dos entrevistados, as causas são majoritariamente atribuídas a ações humanas, enquanto 36% acreditam que estão relacionadas a uma combinação de causas naturais e atividades humanas.
A pesquisa também revela que 67% veem as empresas e indústrias como as principais responsáveis pelo enfrentamento das mudanças climáticas, em comparação aos cidadãos. Sobre o gás metano, 64% dos participantes associaram sua principal fonte a aterros sanitários e queima de combustíveis fósseis, com a pecuária destacada no Brasil como maior emissora desse gás. No que tange às políticas públicas, 90% consideram fundamental que o governo se dedique à proteção ambiental, sendo que 43% rejeitam a flexibilização das normas ambientais, defendendo a adaptação dos investimentos à regulamentação vigente.
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Jornalista especializado em Brasil

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