Descoberta em Montana oferece nova perspectiva sobre sobrevivência das aves após impacto de asteroide.

Cientistas descobriram penas fossilizadas de uma ave que foi digerida e excretada por um dinossauro predador em Montana, pouco antes do impacto do asteroide que causou a extinção em massa há 66 milhões de anos. A descoberta, publicada na revista Current Biology, fornece uma visão rara sobre o que pode ter acontecido com algumas espécies de aves durante essa catástrofe.
As penas, que representam a melhor preservação do tipo encontrada em depósitos mesozoicos, pertencem a uma ave mergulhadora não voadora, semelhante aos mergulhões modernos, identificada como parte do grupo Hesperornithiformes. Essas aves, assim como outras, foram dizimadas pelo evento catastrófico.
✨ A análise das penas revela que algumas apresentavam características semelhantes às aves modernas, enquanto outras tinham estruturas mais primitivas, tornando-as menos eficientes no isolamento térmico.
Segundo a autora principal do estudo, Jingmai O'Connor, as condições geradas pela colisão do asteroide provocaram um inverno de impacto, que reduziu drasticamente as temperaturas globais. Isso poderia ter impactado diretamente a sobrevivência de aves como os Hesperornithiformes, que não estavam equipadas para suportar essas mudanças climáticas severas.
A descoberta ocorreu em 2016, quando o paleontólogo David DeMar Jr. encontrou o coprólito que continha as penas enquanto coletava fósseis na Formação Hell Creek. Após uma análise mais aprofundada, foi possível identificar as penas, os ossos e até mesmo traços do conteúdo estomacal da ave, oferecendo ao estudo um rico conjunto de dados sobre a extinção na era dos dinossauros.
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Jornalista especializado em Ciência

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