Setor cultural se destaca na luta contra a extrema direita e busca mobilizar a sociedade.

Desde 2016, o Brasil atravessa um período de turbulência política, marcado pela resistência do setor cultural frente aos constantes ataques da extrema direita. Momentos como o Ocupa MinC, que em 2017 mobilizou a sociedade contra a extinção do Ministério da Cultura pelo governo Temer, demonstram a força e a relevância deste campo.
Em 2020, diante da pandemia de Covid-19, a aprovação da Lei Aldir Blanc, com apoio até mesmo de figuras da extrema direita no Congresso, evidenciou a importância da cultura como uma salvaguarda para trabalhadores da área. Este projeto emergencial foi fundamental para enfrentar a crise causada pelo desgoverno bolsonarista.
✨ Recentemente, com a aprovação da Lei Paulo Gustavo e a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, garantiu-se um investimento de 3 bilhões de reais por ano para estados e municípios.
Apesar do cenário adverso, a cultura se revela como uma poderosa ferramenta social e política. Sua capilaridade permite diálogos em locais onde instituições e partidos não conseguem alcançar. É imperativo que o setor utilize essa capacidade comunicativa para alertar a sociedade sobre os riscos de uma hegemonia da extrema direita.
A defesa da cultura vai além de preservar legados de governos anteriores; é urgentemente necessário destacar as ameaças que o atual governo representa para diversos aspectos da vida no país, como a saúde pública, a educação, e a preservação dos biomas brasileiros.
Portanto, é hora de convocar o setor cultural a agir e mobilizar a sociedade contra os perigos da necropolítica em ascensão. O poder da cultura deve ser utilizado para fortalecer a resistência e lutar pela liberdade e pelos direitos fundamentais de todos os cidadãos.
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Jornalista especializado em Cultura & Entretenimento




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