Armário soterrado pelo Monte Vesúvio traz pistas sobre a vida doméstica na cidade.

Uma nova descoberta arqueológica na Casa de Cornélio Máximo, em Pompeia, revelou objetos pessoais soterrados pela erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C. Os artefatos, enterrados por quase 2 mil anos, incluem 38 moedas de bronze, utensílios de beleza e um conjunto de amuletos, oferecendo uma janela para os hábitos e crenças dos antigos moradores da cidade.
Os itens foram encontrados durante recentes escavações e incluem uma paleta para misturar pigmentos, pinças, um frasco de vidro e uma lamparina de bronze. Pesquisadores também identificaram pesos de chumbo que podem ter sido usados em atividades comerciais.
✨ Entre os achados, um conjunto de 24 amuletos, conhecidos como crepundia, destinados à proteção das crianças, atraiu atenção especial. Esses amuletos, feitos de materiais diversos, exibem figuras de divindades e simbolismos de proteção infantil.
A Casa de Cornélio Máximo foi parcialmente explorada em 1912, mas as recentescavações permitiram um exame mais profundo. Localizada em uma das principais ruas de Pompeia, o imóvel, que exibia pinturas murais sofisticadas, estava em reforma na época da erupção. Embora a identidade do antigo proprietário não tenha sido confirmada, as inscrições indicavam uma possível ligação com o nome da casa.
Os arqueólogos destacam a importância de analisar diferentes objetos em um único ambiente, o que pode enriquecer o entendimento sobre a vida cotidiana em Pompeia antes da erupção. Mesmo sem identificar os antigos moradores, esses vestígios ilustram hábitos pessoais e possíveis atividades comerciais, além de transmitir lembranças familiares.
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