Pesquisas apontam que entre um terço e metade das pessoas trabalham mesmo doentes.

Um estudo recente revela que o presenteísmo, ou a prática de trabalhar mesmo doente, é comum no Reino Unido, com cerca de um terço a metade da população se envolvendo nessa prática. Especialistas destacam que isso está relacionado a aspectos de identidade e à cultura do ambiente de trabalho.
As gerações mais novas, no entanto, demonstram maior preocupação com a saúde mental, sendo mais propensas a priorizar seu bem-estar. Cary Cooper, psicólogo da Universidade de Manchester, sugere que essa mudança de atitude é uma melhora em relação às gerações anteriores.
✨ Pesquisadores relacionam o presenteísmo a uma cultura organizacional que prioriza a produtividade em detrimento da saúde do funcionário, o que muitas vezes gera um ambiente de trabalho tóxico.
A psicóloga Tara Quinn-Cirillo observa que o ambiente de trabalho pode influenciar a disposição para tirar licença médica, uma vez que a vergonha e a culpa podem levar funcionários a ignorar seus problemas de saúde. A cobrança por resultados pode ser um reflexo da falta de cuidado com o bem-estar dos colaboradores.
Decidir se deve ou não comparecer ao trabalho doente pode ser desafiador. Em geral, se uma pessoa está com sintomas graves, como vômito ou febre, deve-se considerar a permanência em casa. Além disso, o impacto da saúde mental deve ser tratado com a mesma seriedade que a saúde física, conforme ressaltado pelos especialistas.
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Jornalista especializado em Cultura & Entretenimento

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