Dançarina e pesquisadora destaca a urgência da valorização das manifestações populares.

Maria Eugenia Tita, nascida em um ambiente culturalmente rico, é filha do mestre Antonio Nóbrega e de Rosane Almeida, e desde a infância carrega a arte popular em sua trajetória. "Desde pequena meus pais me arrastavam para esse universo. Então, frequentava ensaios de frevo, de caboclinho, de maracatu rural", compartilha a dançarina e pesquisadora, que fez sua estreia no palco aos 9 anos.
"No meu trabalho de dança, carrego linguagens e referências", destaca Tita em entrevista ao jornal CartaCapital. Ao ministrar oficinas de danças brasileiras no Instituto Brincante, fundado por seus pais em São Paulo há 34 anos, ela busca expandir a compreensão sobre essas tradições, que vão além da simples replicação de passos e ritmos.
✨ "Tentamos abranger todo o potencial dessas tradições — da coordenação à saúde corporal e à aptidão mental. Isso é um poderoso processo pedagógico. É uma bandeira para olhar para o Brasil e nossa história".
Tita ressalta a importância de valorizar as manifestações populares, dizendo: "Elas têm muito para nos ensinar e para nos dar como referencial de como viver melhor". Em 2000, ela criou o personagem Cabeção, inspirado nos bonecos gigantes de Olinda, que apresenta em seus espetáculos, destacando a interação nas manifestações populares.
Reconhecida por suas contribuições artísticas e acadêmicas, Maria Eugenia Tita acumulou vários prêmios, incluindo o troféu de Melhor Pesquisa em Dança pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
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