Agronegócio se destaca com exportações de US$ 15,18 bilhões, mas São Paulo apresenta resultados distintos.

Em agosto, a balança comercial brasileira registrou um saldo positivo de US$ 7,39 bilhões, uma alta de 23,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com dados do Departamento Econômico da Faesp, o agronegócio foi crucial para esse resultado, alcançando exportações de US$ 15,18 bilhões e um saldo positivo de US$ 13,49 bilhões.
As exportações do setor agropecuário tiveram um crescimento de 6,7% em agosto, enquanto as importações aumentaram 5,0%, totalizando US$ 1,68 bilhão. O saldo comercial do agronegócio cresceu 6,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
✨ A soja em grãos, com exportações de US$ 4,41 bilhões e um aumento de 14,0% na comparação anual, continuou a ser o principal produto exportado do Brasil.
Outros produtos que apresentaram crescimento nas exportações incluem o café verde, que subiu 24,1%, celulose com alta de 30,2%, e carne de frango in natura, que viu um aumento de 39,4% nas vendas, com a China sendo o maior destino. Isso é especialmente notável em relação ao ano anterior, quando as exportações para a China foram suspensas devido à gripe aviária.
Contrapõe-se a isso o recuo nas exportações de carne bovina in natura, que caíram 19,7%, e de milho, que teve uma redução de 25,3%. Já o açúcar de cana em bruto registrou uma queda de 41,9%, e o suco de laranja retraiu 47,4%.
Em São Paulo, o cenário foi distinto, com as exportações totais acumulando US$ 6,43 bilhões em agosto, um crescimento de 6,4%. No entanto, as importações chegaram a US$ 8,38 bilhões, um crescimento significativo de 17,1%, resultando em um déficit na balança comercial do estado que passou de US$ 1,1 bilhão em agosto de 2025 para US$ 1,9 bilhão em agosto de 2026.
O agronegócio paulista manteve um saldo positivo de US$ 1,6 bilhão, mas isso representa uma queda de 21,7% em relação ao ano anterior, com exportações totalizando US$ 2,04 bilhões, uma queda de 16,6% impulsionada pela forte retração nas vendas de açúcar e álcool.
Apesar das dificuldades, alguns produtos paulistas, como o farelo de soja e o algodão não cardado, apresentaram crescimento nas exportações, registrando aumentos de 160,9% e 136,8%, respectivamente. As importações também aumentaram, totalizando US$ 485,5 milhões e um crescimento de 5,6% na comparação anual.
Esses dados demonstram a divisão entre o comércio exterior brasileiro e o paulista, onde o agronegócio nacional apresentou crescimento enquanto o estado de São Paulo enfrentou desafios nas vendas externas.
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Jornalista especializado em Economia

Resultado reflete crescimento nas exportações em agosto de 2026

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