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    Economia
    2 min de leitura

    BCE avalia aumento de taxas devido ao risco de inflação persistente

    Autoridades alertam sobre deterioração das perspectivas inflacionárias

    Camila Souza RamosAtualizado 01 de maio às 15:55
    A
    BCE avalia aumento de taxas devido ao risco de inflação persistente
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    Membros do Banco Central Europeu (BCE) alertaram sobre a possibilidade de necessidade de um ajuste na política monetária já em junho, diante do agravamento das perspectivas inflacionárias. Autoridades do BCE mencionaram que o risco de preços altos se tornarem permanentes está crescendo.

    Durante uma reunião que ocorreu na última quinta-feira, o BCE decidiu manter as taxas de juros atuais, mas discutiu o potencial de aumento. Comentários indicaram que juros elevados continuam na pauta, especialmente considerando que um aumento nos preços devido a fatores energéticos pode se estender além de uma etapa temporária.

    ✨ O presidente do banco central alemão, Joachim Nagel, afirmou que a situação está se deteriorando em relação ao cenário anteriormente previsto, enfatizando que reações do BCE em junho se tornam cada vez mais necessárias caso não haja uma melhora significativa.

    Em março, o BCE apresentou diferentes cenários para o crescimento e a inflação, sendo que mesmo a previsão mais otimista antecipava a necessidade de aperto monetário. Madis Muller, chefe do banco central da Estônia, também aduziu que a taxa de depósito de 2% pode necessitar de ajustes em breve, citando que o repasse dos preços da energia para outros segmentos já está em curso.

    Embora o BCE não possa controlar os preços da energia, as autoridades afirmam que devem agir caso o aumento nos preços comece a impactar outros bens e serviços de forma significativa. Martin Kocher, membro austríaco do BCE, adotou um tom cauteloso e destacou que a inflação elevada impulsionada pela alta no preço do petróleo, decorrente do conflito no Irã, pode ser uma realidade prolongada.

    "

    A perspectiva da inflação se deteriorou. Portanto, é possível que estejamos enfrentando uma inflação prolongada

    — Martin Kocher.
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    Camila Souza Ramos

    Jornalista especializado em Economia com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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