Com a sanção do Redata, expectativa é de R$ 60 a R$ 100 bilhões em investimentos no setor nos próximos anos.

O Brasil dá um passo significativo para se tornar um hub global de data centers com a aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata). A lei, sancionada pelo presidente Lula em 15 de setembro de 2026, oferece incentivos fiscais robustos, com um pacote de benefícios que deve atrair grandes empresas do setor de Tecnologia da Informação e comércio eletrônico.
Com investimento estimado em R$ 7,5 bilhões nos próximos três anos, o Redata inclui a suspensão de tributos como IPI, Cofins e PIS/Pasep na compra de equipamentos. As empresas estão obrigadas a dedicar 10% da capacidade de seus data centers para o mercado brasileiro, além de investir 2% em pesquisa científica no país.
✨ O governo prevê que os incentivos do Redata resultem em investimentos internacionais variando entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões nos próximos quatro anos.
A iniciativa se alinha com a tendência de outros países da América Latina, como México e Chile, que também implementaram políticas semelhantes para atrair data centers. O gigante chinês Alibaba já está em processo de construir dois centros de dados no Brasil. Além disso, a ByteDance, empresa mãe do TikTok, planeja um data center em Caucaia, Ceará, com investimentos que chegam a R$ 200 bilhões nos próximos dez anos.
Entretanto, a instalação de data centers no Brasil gera preocupações em relação ao impacto ambiental, especialmente para projetos próximos a áreas de proteção ambiental. O Ministério Público Federal já protocolou ações contra algumas dessas construções, ressaltando a necessidade de estudos de impacto ambiental adequados para evitar danos significativos aos recursos locais, principalmente em regiões que já enfrentam problemas hídricos.
A discussão em torno dos data centers vai além de questões econômicas e ambientais; envolve também o desenvolvimento regional e a modernização do setor elétrico brasileiro. Oitâncias como a requerida para a construção do Scala AI City, que poderá ser o maior data center da América Latina, levantaram questões sobre o consumo de energia e sua viabilidade para atender às demandas locais.
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Jornalista especializado em Economia

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