Impossibilidade de consenso gera tensões entre países membros e afeta a relevância do órgão.

As discussões na Organização Mundial do Comércio (OMC) chegaram a um ponto crítico durante a madrugada de segunda-feira, quando o Brasil decidiu vetar uma proposta liderada pelos Estados Unidos e outros países para estender a moratória sobre tarifas para transmissões eletrônicas, representando um duro golpe para a entidade.
A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou que a moratória sobre o comércio eletrônico já expirou, permitindo que os países implementem taxas sobre produtos digitais, incluindo downloads e serviços de streaming. Ela expressou a esperança de que seja possível restaurar a moratória e revelou que Brasil e EUA estão tentando encontrar um acordo sobre a questão. 'Eles precisam de mais tempo', comentou.
"O insucesso em alcançar um consenso em Yaoundé foi um grande revés para o comércio global
✨ O Brasil e outras nações em desenvolvimento defendem que uma extensão longa da moratória compromete receitas fiscais importantes.
As conversas ocorrerão em Genebra em maio, com o objetivo de encontrar soluções mais abrangentes para a OMC, que enfrenta dificuldades de relevância no cenário comercial atual.
As tentativas de acordo foram intensas no domingo, mas um consenso não foi alcançado, resultando em críticas sobre a posição do Brasil em relação a um 'documento quase consensual'. Diplomatas americanos destacaram que a disputa não se limita a uma batalha bilateral, mas envolve a ampla comunidade internacional.
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Jornalista especializado em Economia

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