Queda nas matriculas e falta de profissionais qualificados preocupam setor.

O Brasil está passando por uma grave falta de profissionais qualificados no setor de engenharia e construção, uma situação que se agrava a cada ano. Segundo Carlos Eduardo Lima Jorge, presidente da Comissão de Infraestrutura da CBIC, a escassez de mão de obra já é uma realidade com a qual o país começou a lidar mais intensamente desde 2025.
✨ De 2015 a 2023, o Brasil registrou uma queda de 25% nas matrículas em cursos de engenharia.
Jorge destaca que a realidade é ainda mais crítica em funções específicas, como a de laboratorista de pavimentos, onde a oferta de profissionais é escassa. "Tornou-se uma figura rara no mercado", afirmou à CNN.
Ele também alerta para a necessidade de operadores de máquinas para equipamentos que são mais modernos e automatizados em comparação ao passado. Apesar do investimento recorde de R$ 280 bilhões em infraestrutura, equivalente a 2,3% do PIB, a formação de engenheiros no Brasil não tem acompanhado a demanda.
Em 2025, o investimento em infraestrutura foi de R$ 280 bilhões, com R$ 4 de cada R$ 5 vindo do setor privado.
O Brasil forma apenas seis engenheiros para cada 100 mil habitantes anualmente, enquanto países como China, EUA e Japão formam 35. A situação é ainda mais alarmante no caso da engenharia civil, com uma redução de 52% nas matrículas entre 2015 e 2023.
Jorge cita a desmotivação das novas gerações, que buscam empregos mais confortáveis e tecnológicos, contrastando com a imagem tradicional da construção civil. Ao mesmo tempo, a mão de obra já disponível está envelhecendo.
Para mitigar esses desafios, o dirigente propõe a criação de parcerias entre entidades como Sesi, Senai e o Ministério do Trabalho para promover a qualificação de técnicos, além de adotar novas tecnologias e buscar a industrialização da construção civil, visando aumentar a produtividade e reduzir a dependência de trabalho manual nos canteiros de obras.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

A demanda por energia dos data centers pode exigir investimentos no setor elétrico.

Rafael Fonteles aposta em terras raras e hidrogênio verde para a economia estadual.

Dados da Anbima mostram que setor só fica atrás das emissões para o setor elétrico.

Projeto visa atender demanda de potássio com significativo potencial de produção