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    Economia
    2 min de leitura

    Brasil mantém alta desigualdade de renda, aponta estudo do Ibmec

    Desigualdade persiste devido a problemas estruturais na economia

    Gabriel AzevedoAtualizado 25 de abril às 13:40
    A
    Brasil mantém alta desigualdade de renda, aponta estudo do Ibmec
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    Dados da World Inequality Database revelam que a desigualdade de renda no Brasil continua alta e inalterada, mesmo após mais de vinte anos de análises, segundo o estudo do diretor executivo do Ibmec, Reginaldo Nogueira.

    Entre 2000 e 2024, a fatia da renda nacional detida pelo 1% mais rico variou entre 25% e 30%. Esse grupo chegou a acumular 32,7% da renda em 2012, enquanto em 2018, o índice caiu para 24,7%. Apesar das flutuações, a concentração de renda se manteve elevada durante o período analisado.

    Contrapõe-se a isso que os 50% mais pobres da população mantiveram sua participação na renda abaixo de 10%, com uma leve superação em algumas ocasiões entre 2007 e 2015, mas retrocedendo novamente para cerca de 9% até 2024, quando atingiu 9,3%.

    ✨ A desigualdade no Brasil é atribuída a problemas estruturais, incluindo a baixa educação e a informalidade no trabalho.

    Segundo Nogueira, a situação indica que a desigualdade não é apenas resultado da falta de políticas efetivas, mas de questões estruturais como a qualidade da educação, a alta taxa de informalidade no mercado de trabalho e o elevado custo do crédito.

    Contexto

    Obstáculos como a baixa produtividade do trabalho e a dificuldade de mobilidade econômica são fatores que perpetuam a desigualdade no Brasil.

    Além disso, o estudo destaca que as políticas públicas implementadas foram insuficientes para provocar mudanças significativas na distribuição de renda. Apesar de um aumento nos investimentos e iniciativas, a falta de foco e efetividade tem dificultado transformações reais.

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    Gabriel Azevedo

    Jornalista especializado em Economia com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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