O Copom interrompe série de cortes em um cenário de incertezas financeiras.

O Brasil ampliou a distância para o segundo colocado e segue com o maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manter a Selic em 13,75% ao ano.
O juro real é calculado pela taxa de juros nominal menos a inflação prevista para os próximos 12 meses. No país, esse indicador ficou em 9,49%, segundo levantamento da MoneYou.
A Turquia, com 7,77% de juro real, ocupa agora a segunda posição, seguida pela Argentina com 6,80%. A Rússia, anteriormente em segundo, caiu para o quarto lugar com 6,57%.
✨ No Brasil, a alta das expectativas de inflação e a desvalorização do real elevam a incerteza sobre a trajetória dos juros futuros após as eleições.
Na decisão anterior do Copom, em setembro, a Rússia estava em segundo, com uma diferença de 1,66 ponto percentual para o Brasil; agora, essa diferença aumentou para 1,72.
Nas últimas análises, 85,98% dos 164 países monitorados mantiveram os juros inalterados, enquanto 9,15% elevaram as taxas e 4,88% promoveram cortes.
Na lista dos 40 principais países, 85% mantiveram as taxas de juro, 10% elevaram-nas, e 5% realizaram cortes.
Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o mercado ajustou suas expectativas para inflação, dólar e juros, causando um aumento no câmbio e queda na bolsa.
A escalada de tensões no Oriente Médio e o aumento do preço do petróleo seguem pressionando a inflação, especialmente nos combustíveis.
Considerando os juros nominais, o Brasil ocupa a quarta posição global, superado pela Turquia, Argentina e Rússia.
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