Aumento da desocupação afeta 15 estados e mostra desigualdade no mercado de trabalho

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no Brasil atingiu 6,1% no primeiro trimestre de 2026, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.
Em comparação ao quarto trimestre de 2025, 15 estados apresentaram aumento nas taxas de desocupação, enquanto 12 se mantiveram em estabilidade estatística.
✨ As taxas mais altas foram observadas no Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%).
Em contrapartida, os estados com menores índices de desocupação foram Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).
O Ceará destacou-se com a maior alta trimestral, com um aumento de 2,3 pontos percentuais. Outras altas expressivas ocorreram no Acre (1,8 p.p.), Tocantins (1,6 p.p.) e Mato Grosso do Sul (1,4 p.p.).
William Kratochwill, analista do IBGE, explicou que essa oscilação é comum no início do ano, quando muitos empregos temporários, principalmente no comércio e nas áreas de educação e saúde municipais, são encerrados.
Além da taxa de desocupação, a PNAD Contínua registrou uma taxa de subutilização de 14,3% em todo o país. O Piauí figurou com o maior índice em 30,4%, seguido pela Bahia (26,3%) e Alagoas (26,1%).
A taxa de informalidade no Brasil foi de 37,3%, com os estados com maior informalidade sendo Maranhão (57,6%), Pará (56,5%) e Amazonas (53,2%).
Os dados também revelaram desigualdades no mercado de trabalho: a desocupação atingiu 5,1% entre homens e 7,3% entre mulheres. Por cor ou raça, a taxa foi de 4,9% para brancos, 7,6% para pretos e 6,8% para pardos.
A taxa de desocupação entre aqueles com ensino médio incompleto chegou a 10,8%. O rendimento médio real dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.722, superando os valores de R$ 3.662 do trimestre anterior e R$ 3.527 do ano passado.
✨ As variações na taxa de desocupação refletem um quadro sazonal, mas também revelam disparidades significativas entre estados e perfis demográficos.
O próximo relatório da PNAD Contínua, referente ao trimestre que se encerra em junho, está agendado para ser divulgado pelo IBGE em 14 de agosto.
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Jornalista especializado em Economia




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