Análise aponta que o país enfrenta os maiores impactos na nova política tarifária.

O Brasil é o país mais afetado pela recente alteração nas tarifas de importação dos Estados Unidos, conforme análise do Global Trade Alert. A tarifa efetiva sobre os produtos brasileiros saltou de 11% para 17,7%, o que representa o aumento mais acentuado entre os principais parceiros comerciais dos EUA.
Essa mudança surge após a Suprema Corte dos EUA declarar ilegais as tarifas amplas implementadas por Donald Trump em abril de 2025. Com isso, a nova estrutura tarifária favoreceu países europeus, como França, Reino Unido e Alemanha, que agora gozam de tarifas reduzidas.
Para ajustar sua política de tarifas, o governo americano substituiu a taxa geral por alíquotas específicas para cada nação, o que, segundo especialistas, torna mais difícil a reversão em massa dessas políticas por decisões judiciais.
"Se um país conseguir reverter a medida nos tribunais, a decisão tende a valer apenas para ele
✨ Ainda assim, a tarifa média aplicada pelos EUA sobre produtos importados permanece estável em 10,8%.
Enquanto o Brasil e outras nações da América Latina e Ásia, como China e Vietnã, enfrentam aumento nas tarifas, a Europa se beneficia com reduções que variam entre 1 e 1,5 ponto percentual, devido a exceções aplicadas a certos produtos.
Apesar do alívio para a Europa, o bloco permanece em alerta para novas investigações comerciais dos EUA, que poderiam levar a tarifas adicionais sobre produtos europeus. A Comissão Europeia planeja uma resposta em caso de imposições adicionais, que poderia incluir retaliações sobre aproximadamente € 93 bilhões em exportações americanas.
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Jornalista especializado em Economia

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