Fed mantém taxas enquanto inflação crescente levanta especulações sobre novo aumento.

A recente decisão do Federal Reserve (Fed) de manter as taxas de juros entre 3,75% e 4% gerou uma divisão no mercado, especialmente em face da inflação crescente nos Estados Unidos, que subiu 3,7% nos últimos 12 meses.
Economistas, como Marília Fontes, apresentadora do programa Resenha do Dinheiro, apontam que a falta de um aumento das taxas surpreendeu o mercado e fez com que surgissem diferentes opiniões sobre a necessidade de uma nova elevação dos juros ainda este ano.
✨ O preço médio da gasolina nos EUA atinge US$ 4,15, comparado a US$ 3,04 do ano passado, evidenciando a pressão inflacionária.
Com a gestão do Fed em foco, Fontes prevê um aumento de 0,25% nas taxas em dezembro, considerando a necessidade de dados adicionais para definir os próximos passos da política monetária.
Kevin Warsh, atual diretor do Fed, é frequentemente alinhado às ideias de Donald Trump sobre a política monetária; segundo Bernardo Pascowitch, CEO do Yubb, isso reflete uma tendência de adiamento no aumento das taxas.
Fontes acredita que Warsh adota uma postura cautelosa, sem pressões políticas, visando entender o mercado antes de futuras intervenções.
O cenário atual dos Estados Unidos se assemelha ao que ocorreu no Japão, onde a inflação também cresceu, mas o banco central decidiu não cortar as taxas. A decisão do Fed em manter os juros ocorreu pouco antes das eleições de meio mandato, programadas para o dia 3.
O programa Resenha do Dinheiro, que aborda temas de finanças e investimentos de forma leve e acessível, é apresentado por Marília Fontes e outros participantes, indo ao ar semanalmente no canal do CNN Money.
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