Moeda registra leve queda na sessão enquanto investidores monitoram rendimentos dos Treasuries e dados domésticos; Selic e cenário eleitoral seguem no radar.

A cotação do dólar comercial apresentava recuo nesta terça-feira, com a moeda sendo negociada próxima de R$ 5,0364 por volta das 07h01 (horário de Brasília), queda de cerca de 0,08% ante o fechamento anterior.
✨ Dólar comercial: R$ 5,0364 (queda de ~0,08%) — mínima do dia em R$ 5,0364 e máxima intradiária em R$ 5,0402.
Entre os fatores que ajudam a explicar o recuo está o comportamento dos rendimentos dos títulos norte-americanos: os Treasuries de referência (vencimento 10 anos) operavam próximos de 5,1% em 20 de outubro, um patamar que tem flutuado e influencia o apetite por ativos em mercados emergentes. Movimentos nos yields dos EUA costumam afetar fluxos para o Brasil e, portanto, a trajetória do dólar frente ao real.
No plano doméstico, o mercado segue atento ao quadro de juros: o Copom do Banco Central reduziu a Selic para 13,75% em 16 de setembro, e esse patamar mais elevado, ainda que em processo de ajuste, continua sendo determinante para a atratividade de ativos em reais e para a volatilidade do câmbio. Além disso, notícias relacionadas ao ambiente político e ao cenário eleitoral continuam pesando nas decisões de investidores.
A cotação citada nesta matéria refere-se ao dólar comercial, referência para o mercado interbancário, importações e operações financeiras. O dólar turismo (usado por quem viaja ou compra moeda em espécie) costuma apresentar prêmio sobre a cotação comercial e pode estar em nível diferente.
A leve queda intradiária aponta para um ajuste pontual depois de sessões em que a moeda americana alternou movimentos relevantes. Quando os rendimentos nos EUA recuam ou estabilizam, tende a reduzir a pressão sobre moedas de países emergentes, o que pode explicar parte do recuo do dólar frente ao real na sessão. No entanto, a persistência do movimento dependerá de fluxos internacionais, sinais sobre a trajetória dos juros nos EUA e de notícias domésticas sobre fiscal e política.
✨ O principal ponto de atenção nas próximas horas é o comportamento dos rendimentos de títulos americanos e qualquer notícia relevante sobre cenário fiscal ou eleitoral no Brasil, que podem adicionar volatilidade à cotação.
Para o consumidor, pequenas oscilações intradiárias nem sempre se traduzem em mudanças imediatas nos preços ao varejo ou em passagens aéreas — esses efeitos dependem da intensidade e da duração do movimento cambial. Empresas que importam ou têm dívida em dólar são, em geral, mais sensíveis a variações sustentadas no câmbio.
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Jornalista especializado em Economia

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