Inflação alcança 85,5% e dólar sobe 130% em relação à lira turca após cortes na taxa de juros.

Em 2021, a Turquia enfrentava uma crescente pressão inflacionária que começou em meados de 2020. Para conter a alta, o Banco Central elevou a taxa de juros, mas o presidente Recep Tayyip Erdogan pressionou pela redução, visando estimular a economia.
Em setembro de 2021, o Banco Central cedeu e cortou a taxa de juros em 1 ponto percentual, de 19% para 18%. Essa decisão gerou cortes subsequentes a pedido de Erdogan, resultando em um aumento da inflação que atingiu o pico de 85,5% em outubro de 2022. O dólar, por sua vez, subiu quase 130% em relação à lira turca.
Erdogan, que se declara contra as taxas de juros, acredita que sua redução irá controlar a inflação. Essa visão levou-o a destituir presidentes do banco central em desacordos sobre política monetária. Com a proximidade das eleições de 2023 e baixa popularidade, o 'case' turco voltou a ser mencionado no mercado financeiro.
Recentemente, a proposta de André Lara Resende, que sugere um 'teto' para os juros no Brasil, levantou temores em relação à futura política econômica brasileira, apesar de o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ter negado que tais reuniões estivessem gerando inquietação no mercado.
✨ Após a reeleição de Erdogan em junho de 2023, a taxa de juros da Turquia que era de 8,5% subiu drasticamente para 50% em março de 2024.
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