Crescimento nas vendas de minério de ferro e cobre destaca dependência da China

As exportações brasileiras de minério de ferro atingiram impressionantes US$ 13,4 bilhões nos primeiros seis meses de 2026, marcando um aumento de 5,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, foram embarcadas 189,4 milhões de toneladas, com uma elevação de 2,4% em relação a 2025.
Os dados, coletados pelo CNN Infra a partir de informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), revelam que o minério de ferro não aglomerado, que compõe a maior parte das exportações, também apresentou crescimento. O valor dessas vendas subiu de US$ 11,46 bilhões para US$ 11,85 bilhões, enquanto o volume passou de 173,4 milhões para 175,3 milhões de toneladas.
✨ Os embarques de minério aglomerado, como pelotas e briquetes, cresceram significativamente, com um aumento de 20,5% no valor exportado.
A China se consolidou como o principal destino do minério de ferro brasileiro. No primeiro semestre, as compras chinesas de minério não aglomerado alcançaram US$ 9,15 bilhões, representando um crescimento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2025, e correspondendo a cerca de 77% das exportações desse produto.
As exportações de cobre e seus concentrados também tiveram um desempenho notável, totalizando US$ 3,87 bilhões, um impressionante aumento de 84% em relação ao ano passado. O volume embarcado cresceu de 652 mil toneladas para 848,5 mil toneladas.
"O aumento nas vendas de cobre reflete a crescente demanda global pelo metal, especialmente em indústrias voltadas para a transição energética
O cobre é essencial em vários setores, incluindo eletrificação, energia renovável e na fabricação de veículos elétricos, fazendo do Brasil um fornecedor crucial no mercado global.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Economia

Dólar comercial caía nesta sexta-feira; investidores monitoram decisão do Banco Central, movimento dos Treasuries e sinalizações externas.

Dólar comercial era negociado próximo de R$ 5,09 na manhã; investidores acompanham expectativa de corte de juros no Brasil e dados internacionais.

Moeda fechou próxima de R$ 5,10 (último fechamento disponível) enquanto investidores seguem atentos a dados internacionais e desdobramentos políticos no Brasil.

Mercado acompanha anúncio de leilões cambiais do Banco Central, pesquisas eleitorais e fluxo para a bolsa; movimentação reduz pressão sobre o câmbio nesta manhã.