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    Economia
    2 min de leitura

    FMI alerta sobre aumento da pobreza e inflação global até 2024

    Relatório do Fundo Monetário Internacional revela impacto das crises nos preços e expectativas de inflação.

    Gabriel RodriguesPostado 06 de outubro às 12:50
    A
    FMI alerta sobre aumento da pobreza e inflação global até 2024

    Um novo modelo desenvolvido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta uma diferença de 0,8 ponto percentual em relação à medida padrão de inflação, indicando que entre 2021 e 2024, 23 milhões de pessoas a mais devem cair abaixo da linha de extrema pobreza em decorrência do aumento acentuado nos preços dos alimentos e da energia.

    O FMI ressalta que esses picos nos preços provavelmente continuarão a ocorrer, elevando as expectativas de inflação e agravando a pobreza, além de ameaçar a estabilidade econômica global.

    Uma pesquisa divulgada pelo FMI analisa as estratégias adotadas por diversos governos nas últimas três décadas para mitigar os aumentos bruscos de preços. O novo modelo, que considera a inflação mais elevada enfrentada pelas famílias de baixa renda, revela que essas famílias destinaram uma parte significativa de seus orçamentos a bens essenciais.

    ✨ De acordo com a economista Chiara Maggi, as crises de custo de vida afetam a estabilidade de preços, elevam as desigualdades e deterioram os padrões de vida.

    Historicamente, grandes aumentos nos preços de itens essenciais têm sido raros em nível global, mas se tornaram uma fonte conhecida de tensão econômica e social nos últimos cinco anos, especialmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 e a guerra em curso no Oriente Médio.

    O FMI também destacou que, apesar de a economia global ter resistido melhor do que o esperado ao choque energético causado pela guerra no Oriente Médio, os riscos permanecem elevados. A previsão de crescimento da economia global é de aproximadamente 3% para 2026.

    Dados do FMI mostram que as expectativas de inflação aumentaram durante crises de custo de vida e permaneceram acima dos níveis pré-crise mesmo três anos após o início de uma crise. O FMI recomenda que transferências direcionadas são a melhor forma de proteger os mais vulneráveis, ao mesmo tempo em que se preservam os sinais de preço no mercado.

    Medidas mais amplas, como o controle de preços e a redução de impostos sobre consumo, podem se revelar muito caras e ineficazes, já que subsídios aos produtores podem custar até 22 vezes mais do que previstos. A implementação simultânea de subsídios por vários países pode ainda comprometer sua eficácia.

    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Economia com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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